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07/04/2025 - Inteligência Artificial na rotina judicante é tema do 2º dia do I Ciclo de Formação Continuada

Aulas com juízes do trabalho apresentaram funcionalidades básicas no uso do ChatGPT no Judiciário

No segundo dia do I Ciclo de Formação Continuada 2025 do Tribunal Regional do Trabalho da 19ª Região (AL), os juízes do trabalho Fernando Hoffmann (PR), Ney Stany Morais Maranhão (PA/AP) e Jorge Alberto Araújo (RS) conduziram, para magistrados e servidores, o módulo sobre o tema “Inteligência Artificial na rotina judicante. Nível básico – potencialidades e riscos do ChatGPT”. A abordagem teve início na tarde do dia 3 de abril e foi concluída no dia 4/4.

A proposta das aulas foi proporcionar meios para a aquisição de habilidades práticas na redação de prompts eficazes, além de preparar os participantes para utilizar as funcionalidades essenciais do ChatGPT de maneira segura, produtiva e ética.

Durante os dois dias de formação, foram abordados os seguintes tópicos: Introdução à IA Generativa; Conhecendo o ChatGPT; ChatGPT na Prática Judicante; Riscos e Desafios Ético-Jurídicos da IA Generativa; Introdução ao Uso de Prompts; e Apresentação de GPTs Personalizados para Magistrados.

De acordo com o juiz do Trabalho Alan Esteve, titular da 7ª VT de Maceió, o curso foi bastante proveitoso e abre um novo conjunto de oportunidades para a Justiça do Trabalho. “As ferramentas disponibilizadas e autorizadas pelo TST oferecem diversas funcionalidades, a exemplo da elaboração de sentenças, despachos, análise de documentos complexos, entre outras.

Ele acrescentou que a grande promessa é imprimir celeridade aos processos e concretizar o princípio constitucional da duração razoável do processo. “Por outro lado, como a IA constitui um sistema de aprendizado de máquina, exige todo o cuidado do operador humano para evitar equívocos, até que se atinja um nível ideal de aperfeiçoamento”, ponderou.

A servidora do Gabinete do desembargador Antônio Catão, Kely Teixeira, avaliou a temática como fascinante e desafiadora. “Nós, assistentes, temos que nos adaptar a essa nova ferramenta de trabalho e, para isso, precisamos desenvolver competências, domínio e desenvoltura, com o devido discernimento diante do novo”, avaliou. Ela ainda observou não restar dúvida de que, com essa tecnologia, há um considerável ganho de tempo e de qualidade de desempenho nos trabalhos. “Porém, diante do novo, é normal surgir receio e insegurança, que só serão superados com o conhecimento e o domínio desse suporte, para se conseguir o aprimoramento das atividades”, considerou.

 

 

 

Coordenadoria de Comunicação Social
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