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18/06/2021 - Juízes Flávio Costa e Alda Barros foram palestrantes no 1º Curso de Conciliação e Mediação da ENAMAT

Teoria do Conflito, Ética e Visão Sistêmica na Justiça do Trabalho foram os temas abordados

Os juízes do Tribunal Regional do Trabalho da 19ª Região (TRT/AL),  Flávio Luiz da Costa e Alda de Barros Araújo Cabús ministraram cursos de formação no “1º Curso de Conciliação e Mediação para magistrado supervisor e coordenador dos Centros Judiciários de Métodos Consensuais de Solução de Disputas (Cejuscs) na Justiça do Trabalho de 1º e 2º graus”, promovido pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho (ENAMAT).

O juiz Flávio Costa participou de dois módulos do curso. Na quarta-feira (9/6), ele falou sobre a Moderna Teoria do Conflito, e também sobre conflito e processo judicial, espirais de conflito, processos construtivos e destrutivos e noções de teoria dos jogos aplicada.

Para o juiz, a teoria do conflito é a abordagem transformativa, a qual considera o conflito uma dinâmica normal e contínua dos relacionamentos humanos, em todas as espécies de organização, e uma oportunidade de aprimoramento das relações. “O conflito é a negação da cooperação. Seu elemento central é o dissenso, que não se confunde com a lide propriamente dita. Aquele, na reta do tempo, é primogênito; esta é a fase intermediária entre o conflito e o processo”, afirmou.

Já no dia 17, o magistrado falou sobre “Estrutura do Código de Ética” e “Gestão e qualidade em processos nos Cejuscs-JT.” Acerca dos princípios e as normas de conduta ética que devem ser seguidas pelos mediadores, o juiz Flávio Costa afirmou que é preciso construir uma credibilidade pessoal, institucional e processual. “E dentro desse pensamento de ética, está positivado uma conduta que o facilitador deve ter”. Segundo o magistrado, é necessário “pensar na formação da ética como uma tarefa inadiável da educação, seja na família ou na escola, em lidar com a formação moral e ética dos cidadãos e com o sentido da vida”.

Visão sistêmica aplicada na Justiça do Trabalho, leis sistêmicas e compreensão da abordagem sistêmica dos conflitos trabalhistas foram os temas abordados pela juíza do TRT/AL Alda Barros e pela juíza do TRT/GO Wanda Lúcia Ramos da Silva, na última quinta-feira (10/6).

A juíza Alda Barros falou sobre os conceitos de identidade, identificação, psique e psicotrauma. “O conciliador é um facilitador de uma questão que não diz respeito a ele. Ele deve trazer a proposta de sair da simbiose vítima-perpetrador”, salientou. “O desafio da nossa posição é sentir, perceber as partes que estão atuando no conflito, ver se cada envolvido – reclamante, advogado – é parte saudável, sobrevivente ou traumatizada e trazê-las para o aqui e o agora, de volta à realidade e à consciência”.

O evento teve início no dia 7/6 e foi concluído em 18 de junho.  

 

Coordenadoria de Comunicação Social
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Enamat

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