04/12/2025 - Ouvidoria do TRT-AL participa de Escuta Acolhedora direcionada a trabalhadores por aplicativo
Iniciativa faz parte do Projeto “Vozes: narrativas sociais e diálogos com o Sistema de Justiça”
Na última quarta-feira (3/10), representantes do Tribunal Regional do Trabalho da 19ª Região (AL), da Justiça Federal (JFAL), do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), do Ministério Público do Trabalho, da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Alagoas e da OAB/AL realizaram o evento Escuta Acolhedora. A ação foi direcionada a trabalhadores de entrega por aplicativo (bike e moto), na sede da JFAL.
A iniciativa faz parte do Projeto “Vozes: narrativas sociais e diálogos com o Sistema de Justiça”. O desembargador Marcelo Vieira, ouvidor do TRT-AL, representou o Regional Trabalhista no evento. “Este encontro reafirma o compromisso do Sistema de Justiça em ouvir, com atenção e respeito, quem enfrenta diariamente os desafios dessa atividade. A escuta acolhedora é um passo essencial para que possamos transformar relatos individuais em ações concretas de proteção e dignidade para esses trabalhadores”, destacou o magistrado.
De acordo com o presidente da Central Única dos Trabalhadores em Alagoas (CUT/AL), Luciano Santos, a realidade das pessoas que trabalham em empresas de aplicativos é de racismo. Para ele, a escuta acolhedora é extremamente importante para promover a exposição das dificuldades de uma categoria que, muitas vezes, é lembrada apenas quando o consumidor faz o pedido de alimento no aplicativo.
A pesquisadora da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Clarissa Tenório Maranhão, salientou que a Ufal está do lado da categoria e propõe um possível projeto de extensão com a finalidade de estudar a realidade dessa pessoas e servir como apoio para as demandas junto aos órgãos oficiais.
Na oportunidade, o alagoano Telvis Santos ressaltou ter iniciado o trabalho com entrega por aplicativos na cidade de São Paulo. “A capital paulista e Maceió têm realidades diferentes, mas, nesse quesito, o olhar é o mesmo. Tanto lá quanto aqui, não somos vistos como profissionais, mas como informais ou até mesmo, marginais”, avaliou.
A ação contou com a presença do juiz federal Antônio Araújo; do superintendente regional do Trabalho e Emprego em Alagoas, Cícero Pereira dos Santos Filho; do presidente da Comissão de Direito Sindical e Associativo da OAB/AL, Geraldo Carvalho de Oliveira Neto; do coordenador de Direitos Humanos do TJAL, Pedro Montenegro; e da secretária de Estado dos Direitos Humanos de Alagoas, Mariana Brandão.
Com informações da JFAL.







