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02/09/2025 - TRT-AL abre campanha do Setembro Amarelo com programação dedicada à saúde mental

Solenidade marcou o início das ações de conscientização e prevenção ao suicídio que serão realizadas ao longo do mês

O Tribunal Regional do Trabalho da 19ª Região (AL) deu início, na tarde da última segunda-feira (01/09), à programação da campanha Setembro Amarelo, com uma solenidade realizada em frente ao seu edifício-sede. O evento integrou as ações do Programa Trabalho Seguro, em parceria com instituições que atuam em prol da valorização da vida e da promoção da saúde mental. Na ocasião, foi realizado o ato simbólico de hasteamento das bandeiras do Brasil, de Alagoas e do Setembro Amarelo.

No início das atividades, o presidente do TRT-AL, desembargador Jasiel Ivo, leu a Carta de Compromisso de Valorização da Vida. Logo em sua abertura, o documento destaca que a saúde mental no trabalho tornou-se uma prioridade estratégica para instituições públicas e privadas, especialmente diante do crescente número de afastamentos por transtornos mentais e comportamentais, bem como dos impactos diretos sobre a produtividade, a convivência e a dignidade no ambiente corporativo.

O magistrado ainda ressaltou que o símbolo da cor amarela está relacionado à alegria, otimismo, calor, luz e criatividade, mas, neste mês de setembro, também significa um sinal de atenção e alerta sobre os problemas concernentes ao adoecimento mental e ao suicídio. Estamos aqui cada vez mais engajados e empenhados neste compromisso de promover o acolhimento e o fortalecimento dessas conexões que salvam vidas”, afirmou.

O juiz Alan Esteves, gestor do Programa Trabalho Seguro (PTS) no Regional Trabalhista, informou que, em 2024, foram registrados 1569 tentativas de suicídio e 85 óbitos aqui em Alagoas. Em 2022, foram 2.214 tentativas e 193 mortes. Já em 2023, os números apontaram as respectivas quantidades de 2.581/154.  A juíza Carolina Bertrand, também gestora do PTS no TRT-AL, incentivou a plateia a dar depoimentos acerca do tema. “ O Setembro Amarelo nos convida a transformar o ambiente de trabalho em um espaço de empatia e pertencimento, no qual cada pessoa se sinta valorizada enquanto parte integrante de uma rede de apoio”, comentou a magistrada.

Já a médica Delza Gitaí, representando o Centro de Valorização da Vida (CVV), destacou a importância do acolhimento como ferramenta de combate. Para ela, a prevenção ao suicídio começa pelo diálogo e pela escuta qualificada, e é fundamental que as instituições criem espaços seguros para que os trabalhadores possam compartilhar suas dores sem medo de estigmas.

A psicóloga do Centro de Referência Estadual em Saúde do Trabalhador (Cerest), Analinne Maia, reforçou o papel das campanhas de conscientização no contexto organizacional. Segundo ela, a saúde mental no ambiente laboral precisa ser tratada como prioridade permanente, e não apenas em momentos de crise. 

 

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