30/07/2026 - TRT-AL celebra os 35 anos da Lei de Cotas e lança a 3ª edição do Mutirão Vaga Inclusiva de Trabalho
Evento reuniu instituições públicas, entidades e empresas para fortalecer ações voltadas à inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho
Na manhã desta quinta-feira (30/7), representantes de diversos órgãos, associações e empresas participaram de um evento comemorativo aos 35 anos da Lei de Cotas, realizado no auditório da Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 19ª Região (AL). Durante o encontro, também ocorreu o lançamento da 3ª edição do Mutirão Vaga Inclusiva de Trabalho, que será realizado no próximo mês de novembro.
A iniciativa foi promovida pelo TRT-AL em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e com a Superintendência Regional do Trabalho em Alagoas (SRTE/AL). Na abertura das atividades, o desembargador Marcelo Vieira, ouvidor do TRT-AL, destacou a importância da mobilização. “O que mais nos motiva e emociona é ver os resultados dessa ação. Que esse movimento venha devolver dignidade àqueles que mais precisam”, afirmou.
Na sequência, o juiz do trabalho Flávio Luiz da Costa, coordenador do Subcomitê de Acessibilidade e Inclusão do TRT-AL, ministrou palestra na qual fez uma reflexão histórica acerca das políticas de inclusão no país. Segundo ele, esses direitos só foram ampliados a partir da Constituição de 1988.
Em sua abordagem, Costa ponderou acerca do que conceitua a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, cuja definição é a seguinte: São aquelas que têm impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual e sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas. Nessa análise, ele ressaltou que não basta somente contratar, mas criar a estrutura adequada para esses trabalhadores.
Logo após, a coordenadora do Serviço de Inclusão no Mercado de Trabalho da Associação dos Deficientes Físicos de Alagoas (Adefal), Telma Albino, observou que os setores de Recursos Humanos das empresas devem se capacitar e se atualizar para poder ampliar a contratação por meio da lei de cotas. “É preciso contratar e oferecer dignidade a essas pessoas no ambiente de trabalho. Todos nós que estamos aqui devemos ser agentes multiplicadores nessa luta”, avaliou.
Já a auditora fiscal do trabalho, Railene Cunha, frisou que as contratações firmadas neste ano de 2026 ainda estão abaixo do esperado. Na oportunidade, ela explicou que o preenchimento das vagas é destinado tanto às pessoas com deficiência quanto aos reabilitados do INSS. A auditora apresentou um panorama sobre os números atuais de contratados em várias cidades de Alagoas.
Em seguida, o procurador do trabalho Luiz Felipe dos Anjos de Melo Costa enfatizou que o desafio não é somente superar os obstáculos físicos, mas também as barreiras econômicas, sociais e culturais. O juiz Alonso Filho, presidente da Associação dos Magistrados do Trabalho da 19ª Região (Amatra XIX), pontuou que a intenção não é punir as empresas, mas despertar a conscientização de todos acerca da importância de inclusão.
O evento contou com a participação de servidores, advogados e várias associações que atuam em prol da inclusão: Sine, Ifal, Soprobem, Pestalozzi, AAPE e Adefal. As empresas que enviaram representantes foram BRK Ambiental, Unimed, V2 Construções, Fejal, Consenco Edificações, Casa Léa, Carajás e Tecplast.
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