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16/03/2026 - Ouvidorias do TRT-AL celebram Dia Nacional do Ouvidor

Espaço de diálogo reúne instituições e representantes da sociedade

Em celebração ao Dia Nacional do Ouvidor, as Ouvidorias do Tribunal Regional do Trabalho da 19ª Região (AL) promoveram, nesta segunda-feira (16), a 1ª edição de 2026 do “Café com Ouvidor”. O encontro foi realizado no auditório da Escola Judicial do TRT-AL e reuniu magistrados, representantes de instituições públicas, advogados, servidores e integrantes da sociedade civil para um momento de diálogo, escuta e troca de experiências.

A abertura foi conduzida pelo ouvidor regional do TRT-AL, desembargador Marcelo Vieira, que destacou a importância das Ouvidorias como instrumentos de aproximação entre as instituições públicas e a sociedade. Em sua fala, ressaltou o caráter social do trabalho desenvolvido pelo setor, marcado pela escuta ativa e pelo acolhimento de pessoas em situação de vulnerabilidade.

Segundo ele, a iniciativa do “Café com Ouvidores” nasce justamente com o propósito de fortalecer esse diálogo. “Trata-se de um ambiente aberto de escuta e reflexão, no qual buscamos compreender as demandas da sociedade e transformar essas manifestações em oportunidades de aperfeiçoamento da nossa prestação jurisdicional”, afirmou.

Enfrentamento à violência contra a mulher

A ouvidora da Mulher do Regional Trabalhista, desembargadora Vanda Lustosa, ressaltou a relevância do trabalho das Ouvidorias no enfrentamento à violência contra a mulher, tanto no ambiente de trabalho quanto no âmbito doméstico. Ela chamou atenção para o aumento dos casos de feminicídio no país e para a necessidade de atuação firme das instituições.

“É inaceitável vivermos um momento de números tão elevados de feminicídio. É necessário agir, acolher, orientar e encaminhar as providências necessárias. A Ouvidoria da Mulher tem justamente esse papel de escuta qualificada e de apoio às vítimas”, enfatizou.

Na sequência, o desembargador Roberto Gouveia, coordenador do Cejusc de 2º grau, também destacou a importância das Ouvidorias para o funcionamento das instituições públicas. Em sua análise, esses canais representam uma porta de entrada acessível para as demandas da sociedade, sem o formalismo característico de um processo judicial. “Não há dúvida sobre a relevância da atuação das Ouvidorias. Elas são espaços fundamentais de escuta. A participação de tantas instituições neste encontro demonstra o reconhecimento do papel importante que desempenham”, afirmou.

Já o juiz do Trabalho  Alonso Filho, presidente da Amatra XIX, reforçou a necessidade de mobilização coletiva no combate à violência contra a mulher. Segundo ele, enfrentar esse problema exige atitude e compromisso de toda a sociedade.

“É preciso combater a violência. É necessário ter atitude. Combater a violência contra a mulher é dever de todos. Denuncie, ligue 180. A palavra-chave é respeito. Ouvir é sair de si e escutar — e, se possível, colocar-se no lugar do outro”, destacou o magistrado.

Espaço de diálogo e participação institucional

O evento contou ainda com a presença das juízas Sara Vicente e Ana Cristina Magalhães, magistrada aposentada, além de representantes das Ouvidorias da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL) e da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), representada por Cícero Filho. Também participaram a procuradora do Estado Marialba Braga, representantes da Associação Brasileira de Mulheres de Carreiras Jurídicas (ABMCJ), da Associação da Advocacia Trabalhista de Alagoas (AATAL), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AL), além de advogados, servidores e colaboradores do Tribunal.

Durante o encontro, a representante da Ouvidoria da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Kátia Tamara Leite, destacou a satisfação em participar da iniciativa e elogiou a proposta de diálogo promovida pelo Tribunal. Ela afirmou ter ficado positivamente surpresa ao conhecer a existência da Ouvidoria da Mulher no TRT-AL e demonstrou interesse em obter mais informações sobre a estrutura e o funcionamento do canal.

De acordo com Kátia Leite, essa experiência pode servir de referência para outras instituições. A representante informou que pretende buscar detalhes sobre o modelo adotado pelo Tribunal para levar a iniciativa à Universidade Federal de Alagoas.

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