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15/01/2019 - Alda Barros conduz debate sobre "Comunicação Não Violenta" em Semana de Formação

Juíza destacou a importância do autoconhecimento, da atualização jurídica e da formação humanística para a cultura da paz e bem-estar social

    "Comunicação Não Violenta" foi o tema discutido na segunda-feira (14.01), terceiro dia da programação da 1ª Semana de Formação Continuada para Magistrados 2019, promovida pela Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 19ª Região (TRT/AL).

    O assunto foi apresentado pela juíza do Trabalho Alda Barros, do TRT/AL. A temática abordada visou aprimorar as relações pessoais e profissionais, reduzir os conflitos no ambiente de trabalho,  bem como melhorar os níveis de conciliação. Em um ato simbólico vários juizes vestiram branco, sinalizando apoio à campanha "Janeiro Branco"- ação em prol de uma cultura de Saúde Mental.

    Segundo a magistrada, o tema foca na importância da observância constante de se buscar equilíbrio nas relações pessoais, partindo da própria diligência no que se refere aos sentimentos, aos procedimentos cotidianos, bem como no tocante às ações, às atitudes e às posturas. Além disso, ter o propósito de autoconhecimento para o aprimoramento, assim como de ter disposição de acolher o outro como ele é. "Tentar não cobrar do outro,  não avaliar,  não  preconceber, ter  determinação para renunciar à análise. Exercitar essa prática, é criar  uma oportunidade de expandir", ressaltou.

    A expositora abordou, inicialmente, o conceito de TAO, para fomentar a discussão acerca de unidade, completude, diferenças e integralidade. Na sequência fez um histórico da cultura da paz, cuja iniciativa iniciou em 4 de março de 1999, em Paris. O manifesto 2000 para uma Cultura de Paz e Não-Violência estabelecia seis princípios que norteariam um conjunto de ações em prol de uma convivência edificante: respeitar a vida, rejeitar a violência, ser generoso, ouvir para compreender, preservar o planeta e redescobrir a solidariedade.  

    De acordo com a magistrada, a cultura da paz está intrinsecamente relaciona à prevenção. É,  ainda,  baseada na tolerância, na solidariedade e no compartilhamento em base cotidiana. Procura resolver os problemas por meio do diálogo, da negociação e na mediação. Ela ainda destacou que na década de 1970 surgiu a concepção de justiça restaurativa, cujo propósito é de recuperar relacionamentos após traumas que lesaram a confiança e o bem-estar.

    A palestrante ainda falou sobre as dimensões da violência, que são a dualidade julgamento-separatividade;  simbólica - rótulos, preconceitos, exclusão social, afetiva, cultural; forma de percepção e olhar sobre os outros, considerados sujeitos indignos, de baixo valor, inimigos, inferiores, selvagens, etc;  estrutural - econômico e capital; físico - ataques físicos; psicológica - pressões, ameaças, danos psíquicos a crianças e adultos;  e sistêmica - atuações e marcas que tem como base a exclusões  e dores dentro de um sistema familiar , grupal, étnico, social.

    A juíza apresentou um exemplo de atuação no contexto do assunto, no qual um juiz de Direito atingiu, em 2014, o percentual de 100% de conciliação utilizando uma técnica alemã antes das sessões de conciliação.

    Fontes - A magistrada indicou três livros baseado na temática apresentada.  "Justiça Restaurativa: Caminhos da Pacificação Social" - Marcelo L. Pelizzoli;  "Cultura da Paz Restauração e Direitos" - Marcelo L. Pelizzoli  e   o  "Comunicação Não- Violenta - Marshall B. Rosenberg".

Coordenadoria de Comunicação Social
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