Notícias

21/12/2022 - CNJ prorroga prazo para resposta à pesquisa nacional sobre assédio e discriminação no Judiciário

Magistrados e magistradas, servidores e servidoras, e colaboradores e colaboradoras podem responder ao questionário até o dia 19 de janeiro de 2023

O Conselho Nacional de Justiça prorrogou o prazo de resposta ao questionário da Pesquisa Nacional sobre Assédio e Discriminação no âmbito do Poder Judiciário, edição 2022, para o dia 19 de janeiro de 2023. A extensão do prazo se deu devido ao requerimento da Associação Nacional dos Oficiais de Justiça Avaliadores Federais (Fenassojaf).

A pesquisa é direcionada a magistrados e magistradas, servidores e servidoras, e colaboradores e colaboradoras, e tem caráter confidencial. Criada com o objetivo de levantar dados relativos à Política de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação no Judiciário, busca verificar se profissionais que atuam nos tribunais já vivenciaram alguma situação de assédio ou discriminação, além da relação hierárquica dessas pessoas com o agressor ou a agressora.

O acesso à pesquisa será feito por meio deste endereço: https://formularios.cnj.jus.br/pesquisa-nacional-sobre-assedio-e-discriminacao-no-ambito-do-poder-judiciario-2022/, e inserção da senha BWC7VZGC, que é de uso exclusivo dos integrantes deste tribunal.

Pesquisa 2021

A edição da pesquisa do ano passado e publicada este ano contou com a participação de 14.965 pessoas. O levantamento revela que pessoas de diversos cargos e níveis hierárquicos já foram vítimas de assédio. Porém, ministros, ministras, desembargadores e desembargadoras representam o grupo profissional que menos sofreu assédio, seguidos de magistrados e magistradas.

No ambiente presencial, 46,9% dos servidores e servidoras que responderam à pesquisa já foram assediados ou discriminados. Já em trabalho virtual, o percentual de vítimas de assédio caiu para 11,8%. Com os resultados obtidos, o CNJ adotou medidas para mobilizar os órgãos do Poder Judiciário no sentido de cumprir a Resolução n. 351/2020.

Ao questionário da edição de 2022 foram incorporadas algumas mudanças significativas em relação ao levantamento enviado no ano anterior, por exemplo, excluindo as perguntas abertas. Neste ano, com questões de múltipla escolha, foram incluídas perguntas para avaliar a atuação das Comissões de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação locais.

A pesquisa não tem caráter punitivo e o maior intuito é a obtenção de informações que possam orientar o aperfeiçoamento da política judiciária e o acompanhamento, por parte do CNJ, das ações implementadas pelos diversos segmentos do Poder Judiciário.

 

Fonte: CNJ.

Coordenadoria de Comunicação Social
Conteúdo de Responsabilidade da(o)