08/08/2023 - “Corridinha para o Futuro” chama atenção para o combate ao trabalho infantil
Evento, que ocorreu no último domingo (6/8), voltado para crianças em comunidades carentes, foi promovido pelo TRT-19, MPT/AL e Fetipat
Cerca de 200 crianças de comunidades carentes da região da Orla Lagunar, em Maceió, participaram, na tarde do último domingo (6/8), da primeira edição da “Corridinha para o Futuro”. A iniciativa do Tribunal Regional do Trabalho da 19ª Região (AL), Ministério Público do Trabalho em Alagoas (MPT-AL) e Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Adolescente Trabalhador de Alagoas (Fetipat), teve o objetivo de chamar atenção para a necessidade de combater o trabalho infantil.
O evento, que faz parte do Programa de Combate ao Trabalho Infantil e Estímulo à Aprendizagem, teve a parceria do Instituto Ideal, que desde 2017 promove no bairro do Vergel do Lago o Projeto Lagoa Aberta. Durante a atividade, além da corridinha, aconteceram diversas brincadeiras e rodas de conversas; também foram oferecidos lanches para a criançada.
Para a presidente do Instituto Ideal, Isadora Padilha, o acontecimento tem a finalidade de promover a cidadania. “Tem sempre essa pegada, essa forma de atuar, que une instituições, que reúne parceiros, para promover toda a comunidade lagunar, especificamente as crianças, por melhores condições de vida”, frisou.
De acordo com Victor Rezende Dorea, gestor da Secretaria de Governança e Gestão Estratégica do TRT-19, a iniciativa mostra para a sociedade que o importante pra criançada é se divertir, correr, brincar, estudar e não o trabalho infantil. “Então é isso que a gente quer levar para todas as comunidades de Alagoas. Dessa vez foi na orla lagunar, mas a intenção é levar a Corridinha para o Futuro para o estado inteiro”, salientou.
O juiz do trabalho Emanuel Holanda Almeida, gestor do programa no TRT-19, por sua vez, pontuou que uma das maiores dificuldades enfrentadas pelos órgãos que promoveram a ação é o fato de o trabalho infantil ainda ser visto como algo normal, algo tolerado pela sociedade. “Quando na verdade traz vários malefícios, vários problemas pra a coletividade como um todo. Então essas campanhas de conscientização visam justamente quebrar essa normalização, tratar a questão como um problema”, justificou.
O magistrado lembrou que no âmbito do TRT-19, a Ouvidoria recebe denúncias de trabalho infantil e encaminha para os órgãos que atuam na fiscalização e investigação desses casos, a exemplo dos Conselhos Tutelares, Secretarias de Assistência Social, Ministério do Trabalho e MPT. “Essas denúncias também podem ser feitas diretamente a estes órgãos, por meio dos seus sites, para que possam agir, para que toda rede estatal de proteção da criança e do adolescente faça o seu papel,” enfatizou o magistrado.
Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADc) de 2019, que traz os dados globais mais atuais sobre trabalho infantil, há 25.372 crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil no Estado de Alagoas. Desses, 9.500 estão trabalhando nas piores formas.
O projeto piloto conta com a operacionalização financeira da Associação dos Servidores da Justiça do Trabalho da 19ª Região (Asstra XIX) e realização técnica das empresas Contime e AttivaLog.







