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21/09/2022 - Desembargador Marcelo Vieira fala sobre o papel social da Justiça do Trabalho em entrevista à Rádio

Na oportunidade, o magistrado também refletiu sobre sua trajetória profissional e contribuição para a Justiça do Trabalho

Na última segunda-feira (19/9), o desembargador Marcelo Vieira, presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 19ª Região (AL), concedeu entrevista à Rádio 96 FM, programa do jornalista Carlos Conce. Em pauta, a contribuição social do TRT-19 para o Estado de Alagoas, bem como a trajetória profissional e serviços prestados pelo magistrado à Justiça do Trabalho, aos jurisdicionadas e a toda a sociedade alagoana.

O desembargador Marcelo Vieira foi o primeiro alagoano a assumir a Presidência do TRT-19. Sua gestão (biênio 2020/2022) teve início no dia 1º de dezembro de 2002. Na ocasião, descreveu, com orgulho, todos os vários ofícios desempenhados durante sua carreira, que, segundo ele, tiveram fundamental importância para sua formação pessoal e profissional. O magistrado também destacou sua trajetória estudantil e as principais conjunturas que o influenciaram a escolher a carreira jurídica.

Na oportunidade, lembrou de seu ingresso na seara jurídica e destacou a importância da construção do seu aprendizado, desde a experiência adquirida no primeiro estágio à sedimentação do conhecimento adquirido ao longo dos mais de 20 anos de exercício da advocacia trabalhista e da contribuição que o cargo de juiz classista do TRT-19 teve para o sucesso de sua carreira.

Vieira também falou sobre as principais ações de sua gestão e dos desafios de administrar o Regional Trabalhista no período da crise sanitária de abrangência mundial. “A Justiça do Trabalho sempre teve uma ação muito destacada na sociedade alagoana. Nesses recentes momentos de pandemia e de aprovação da reforma trabalhista nós não paramos. Nossos índices estatísticos estão muito bons e fomos muito criativos em utilizar os poucos recursos ofertados, frisou.

Ele ainda acrescentou que muitos desses valores recebidos foram oriundos de Ações Civis Públicas (ACPs) e Termos de Ajustamento de Conduta (TAC), que foram repassados a várias instituições engajadas no combate à pandemia, a exemplo do Hospital Universitário e de entidades assistências, que abrigam idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade, sempre com o acompanhamento do Ministério Público do Trabalho e do Ministério Público do Estado.

O desembargador-presidente também observou a relevância da conciliação e da busca pela efetividade das execuções. “Estamos imbuídos em realizar o maior número possível de conciliação durante esta Semana Nacional de Execução Trabalhista. A conciliação é sempre a melhor opção para todos. Com o acordo, ganha o executado, que resolve seus problemas; ganha o trabalhador, que recebe o crédito trabalhista; a sociedade, em razão do dinheiro que circula para todos; ganha também a Justiça, que aumenta sua credibilidade perante a sociedade”, avaliou.

Em sua entrevista, o magistrado ainda rememorou alguns cases sui generis que marcaram o processo de sua eleição para o cargo de desembargador do TRT-19 pelo quinto constitucional da OAB, sua experiência no exercício do cargo e durante o exercício na Presidência do Regional Trabalhista. “Mesmo diante das dificuldades, estamos a passos largos na busca pela efetividade da Justiça”, enfatizou.

 

 

 

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