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28/06/2022 - Dia do Orgulho LGBTQIA+ chama atenção para desafios de inclusão no mercado de trabalho

Nesse cenário, cresce a relevância do papel da Justiça do Trabalho para a promoção de ambientes mais seguros e igualitários

Nesta terça-feira (28/ 6), é comemorado o Dia do Orgulho LGBTQIAP+. Essa data é marcada pela luta e reflexão para reafirmar o combate à violência e conscientizar sobre a importância do respeito, da garantia de direitos, do acolhimento e da inclusão de pessoas representadas por todas as letras da sigla na sociedade.

No entanto, há muito que caminhar pela igualdade de direitos. Uma das barreiras a serem transpostas por LGBTs é o ambiente de trabalho. A realidade evidenciada por pesquisas e estudos com a comunidade apontam dificuldades de acesso a emprego digno, ascensão profissional justa, meio ambiente de trabalho saudável e livre de assédio e discriminação.

Um levantamento da organização para a cooperação e desenvolvimento econômico mostra que o Brasil ocupa o 10º lugar entre os países em que se passa mais tempo no trabalho.  Contudo, 33% das empresas brasileira não contratam pessoas LGBT+ para cargos de liderança, 40% dos LGBT+ entrevistados afirmam já ter sofrido algum tipo de discriminação no emprego, 61% dos profissionais escondem de seus colegas sua orientação ou identidade de gênero.

A servidora do TRT-10 e doutora em psicologia, Cynthia Carvalho, enfatiza que as organizações devem desenvolver mecanismos de representatividade em suas distintas áreas, além de promover ações educativas permanentes sobre equidade e diversidade humana para todo seu quadro funcional.

Ela lembra, ainda, que cabe especialmente aos gestores atuarem, cotidianamente, no combate a toda forma de violência contra LGBTs. “Tais violências nem sempre são explicitas. Estão no olhar, nas palavras, nas brincadeiras e nos impedimentos à ascensão na carreira”, afirmou.

A Justiça do Trabalho busca garantir trabalho seguro e com dignidade às pessoas LGBTs. Que as existências possam existir como existem. É ético, é saudável, é legal com trabalhadoras, trabalhadores e com toda a sociedade.

Vale ressaltar que, perante qualquer situação discriminatória, o Disque 100 é o número que recebe denúncias relacionadas à violação dos Direitos Humanos. E que LGBTfobia é crime.

 

 

 

Coordenadoria de Comunicação Social
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