24/10/2023 - Ministro do TST e desembargador do TRT 20 foram os palestrantes do 3º dia do Ciclo de Formação
Os temas apresentados foram “Direitos humanos das pessoas com deficiência” e “Pandemia, tecnologia e destino: estamos vivendo uma mutação civilizacional?”
Na última segunda-feira (23/10) – terceiro dia de atividades do 2º Ciclo de Formação Continuada para Magistrados e Servidores/2023 do Tribunal Regional do Trabalho da 19ª Região (TRT-19) - o ministro Cláudio Brandão, do Tribunal Superior do Trabalho, e o desembargador do TRT da 20ª Região, Fábio Túlio Correia Ribeiro, apresentaram os temas “Direitos humanos das pessoas com deficiência” e “Pandemia, tecnologia e destino: estamos vivendo uma mutação civilizacional?”, respectivamente.
Em sua exposição, que ocorreu no período das 8h às 12h, o ministro Cláudio Brandão observou que, apesar de a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiências se encontrar em vigor no Brasil desde 26 de agosto de 2009 (Decreto nº 6.949), e haver sido editada, posteriormente, a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, o efeito esperado ainda se encontra longe de ser atingido.
Ele enfatizou que a temática abrange todas as questões humanas e liberdades fundamentais, a exemplo dos direitos econômicos, sociais e culturais, das medidas de ordem legislativa e administrativa, dos programas e políticas públicas, da edição ou alteração de leis, das consultas e envolvimento ativo dos organismos sociais representativos dos interesses das pessoas com deficiência, em especial das crianças com deficiência.
Na sequência, das 13h às 17h, o desembargador Fábio Túlio Ribeiro ponderou que é vertiginoso o impacto da tecnologia na vida das pessoas em todas as regiões do planeta, com expressivos reflexos na psique. Segundo ele, o tempo que os novos aparelhos tecnológicos levam para alcançar as multidões tem ficado cada vez mais diminuto.
“A televisão precisou de meio século para atingir um público de 50 milhões de usuários; o telefone, 22 anos; o celular, 12 anos; a internet, 7 anos; o Facebook, 4 anos; o jogo para celular Pokémon Go, 19 dias. Cada novo dispositivo tecnológico, sem dúvida, facilita o cotidiano, mas, contraditoriamente, parece instigar ainda mais o medo e uma sobredose de insegurança”.







