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04/12/2024 - Neto de Pontes de Miranda e pesquisador visitam o MPM

Os visitantes destacaram o legado pessoal e a relevância intelectual do jurista alagoano

Na última terça-feira (3/12), o Memorial Pontes de Miranda (MPM) – Centro de Memória do Tribunal Regional do Trabalho da 19ª Região (AL) – recebeu a visita do jornalista e neto do patrono do espaço, Francisco Pontes de Miranda Ferreira, e do advogado e pesquisador da bibliografia do jurista alagoano, Ednardo Benevides. Eles foram recebidos pelo coordenador do museu, Oswaldo Zaidan, responsável pela preservação do acervo cultural da Justiça do Trabalho em Alagoas.

Os visitantes exploraram os dois ambientes que compõem o museu: o local dedicado ao acervo histórico e o espaço voltado à preservação dos registros pessoais e profissionais do jurista.

Francisco Pontes de Miranda Ferreira, neto do jurisconsulto, reconheceu alguns itens que pertenceram ao avô, como a máquina de datilografia. Ele relembrou momentos vividos ao lado de Pontes em passeios e jantares no Rio de Janeiro. “Destaco, na minha convivência familiar, que ele era um homem de postura inovadora, que recebia muito bem as mudanças na sociedade no que diz respeito aos comportamentos e posturas do círculo carioca da década de 1970. Ele era aberto, não austero, e, sim, um homem receptivo aos avanços”, afirmou.

Para o pesquisador Ednardo Benevides, a visita ao MPM foi uma experiência enriquecedora. “Estou impressionado com o valioso acervo cultural e pessoal presente no Memorial, assim como o zelo na preservação e a recepção do curador, Oswaldo Zaidan, que me surpreendeu. Sou um estudioso da bibliografia de Pontes de Miranda, que considero, sem dúvida, a maior figura jurídica do Brasil. Ainda há elementos em sua produção bibliográfica que continuam essenciais para o debate jurídico brasileiro”, destacou.

Benevides também enfatizou a vasta capacidade de produção de Pontes de Miranda, sem que houvesse contradições em seu pensamento. “Ele acreditava que todas as ciências partem de uma mesma origem e permaneceu fiel a essa visão. É difícil falar de um livro isoladamente, pois sua bibliografia se interliga, formando uma obra coesa. Recentemente, li o título “Garra, mão e dedo”, uma abordagem antropológica que considero a obra mais complexa com a qual tive o prazer de me deparar. É uma verdadeira demonstração de sua intelectualidade”, finalizou o pesquisador.


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