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18/02/2019 - Papo Sério: projeto cultural do Memorial Pontes de Miranda aborda violência contra a mulher

Primeira Edição do projeto apresentou vídeo diálogo entre a professora da UnB e promotor do MPDFT

O Memorial Pontes de Miranda (MPM) do Tribunal Regional do Trabalho da 19ª Região (TRT/AL)  realizou, na última sexta-feira (15.02), a  primeira edição do projeto cultural "Papo Sério" , com  a temática "Violência Contra a Mulher e Feminicídio". O assunto foi apresentado em vídeo, no diálogo entre a professora Valeska Zanello, do Departamento de Psicologia Clínica da Universidade de Brasília (UnB), com Thiago Pierobom, promotor do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios.

    O evento cultural,  dedicado ao bate-papo e à reflexão,  disseminou informações sobre aspectos culturais, sociais e psicológicos que envolvem a violência contra a mulher. De acordo com Thiago Pierobom, a denominação feminicídio foi cunhada em 1970, por uma socióloga sul-africana, e visou  evidenciar que os assassinatos  de mulheres eram mais que homicídios. Os atos de violência contra a mulher são permeados de aspectos culturais, nos quais há menosprezo pelo fato da vítima ser mulher,  sendo  uma questão de gênero. 

    O promotor ainda sustentou que o agressor comete violência sob argumento de ofensa a sua masculinidade e ciúme. Ele explicou que o problema é mais do que da área policial, é de saúde pública. Também é um problema sociocultural, visto que a sociedade brasileira cultua o machismo e a misogenia - sentimento de repulsa e/ ou aversão às mulheres.

    Outro aspecto abordado foi o perfil das pessoas agredidas - geralmente,  mulheres jovens, negras, dependentes emocionais e financeiras. Ele apontou dados referentes ao Brasil, dentre os quais está o de que o país é o 5º em mortes violentas de mulheres no mundo. Também citou iniciativas de políticas relacionadas ao problema,  a exemplo de promotorias e delegacias especializadas, programas de proteção às vítimas, projetos educativos em escolas  para disseminar a cultura da não aceitação da violência.

Thiago Pierobom evidenciou a importância de se realizar denúncias, tanto para ajuda e proteção da vítima, quanto para que se possa nortear ações, uma vez que  a subnotificação  impossibilita  balizar iniciativas. As denúncias podem ser feitas, de forma anônima,  pelo telefone 180.

Coordenadoria de Comunicação Social
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