21/02/2024 - Pleno aprova aposentadoria da juíza Ana Cristina Magalhães Barbosa
Magistrada atua na 5ª Vara do Trabalho de Maceió
Em sessão administrativa realizada nesta quarta-feira (21/2), o Pleno do Tribunal Regional do Trabalho da 19ª Região (TRT-19) aprovou o pedido de aposentadoria da juíza Ana Cristina Magalhães Barbosa, titular da 5ª Vara do Trabalho de Maceió. O processo será encaminhado à Coordenadoria de Gestão do Quadro de Magistrados (CGQM) para posterior publicação no Diário Oficial da União.
A sessão foi marcada por manifestações sobre a trajetória da magistrada e o clima de emoção se fez presente em diversos momentos. O vice-presidente do TRT-19, desembargador João Leite de Arruda Alencar, destacou a relevância da atuação da juíza.
“Em toda organização existem aqueles profissionais que se tornam referência, e vossa excelência sempre foi referência para todos nós com sua sensibilidade social e sua vontade de resolver o processo. E como exemplo de uma excelente profissional, voltada para a justiça social, continuará sempre aqui conosco”, afirmou.
O desembargador decano do Regional, Adrualdo Catão, falou da atuação da magistrada ao longo dos seus 30 anos dedicados ao TRT-19. “Vossa excelência sempre prestou um trabalho magnífico à Justiça Trabalhista Alagoana. Por diversas vezes, protagonizou grandes ações em prol de melhorias para o Regional. Além de ter uma grande sensibilidade em seus julgamentos, ficando, na nossa memória, as decisões belíssimas e brilhantes registradas em suas sentenças”, justificou.
A desembargadora Vanda Lustosa lembrou o trabalho realizado pela juíza Ana Cristina à frente da Coordenadoria de Precatório, na época de sua gestão como presidente do TRT-19. “Foi na nossa gestão que dra. Ana assumiu a Coordenadoria de Precatório, quando, além do grande volume de processos, ainda houve mudança na legislação com grande impacto na área, mas dra. Ana foi grandiosa. Você é uma verdadeira inspiração, em responsabilidade, em carisma e em respeito. Fico muito feliz de algum momento ter traçado o caminho da sua história. Você sempre será lembrada pelos seus excelentes feitos na Vara do Trabalho e em todas as funções que desempenhou durante as administrações do Regional”, disse.
Na sequência, a desembargadora Eliane Arôxa, muito emocionada, expressou seu reconhecimento e amizade pela juíza. “Você sabe fazer tudo, é poetisa, dançarina, é cantora, musicista, todos os tipos de arte, e vai ocupar seu tempo de outra forma, mas vou sentir muito. Tenho muito orgulho de dizer que trabalhei com você. Não se esqueça de mim, nem de todos aqui”.
A desembargadora Anne Inojosa enalteceu toda contribuição da magistrada ao Regional. “Ana ocupou três cargos importantes durante minha gestão na Presidência, primeiro pela confiança que deposito na pessoa dela e, depois, pelo engajamento, competência e conhecimento que ela sempre aplica em tudo que faz. Só tenho a agradecer pela ajuda nas atividades que eu não tinha experiência, por ter enfrentado empreitadas difíceis comigo, em funções complicadas. Eu agradeço muito”.
O desembargador Laerte Neves enfatizou a disposição da juíza para o trabalho. “No 1º grau, hoje o Tribunal inicia um novo ciclo, um ciclo sem a dra. Ana Cristina Magalhães, uma gigante, sempre disposta ao trabalho também na área administrativa, ajudando quase todos os presidentes com muita lealdade. Podia-se deixar com ela qualquer missão que seria entregue com sucesso e excelência".
O procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho, Rafael Gazzeneo, destacou o equilíbrio e serenidade com que a magistrada exerceu sua função. “Sou testemunha de sua dedicação extrema ao seu ofício, do quanto vossa excelência é querida pelos servidores, advogados, membros do MP e, sobretudo, pelos jurisdicionados, sempre primando por distribuir justiça e elevar a magistratura do trabalho”.
O juiz do Trabalho e presidente da Amatra 19, Alonso Filho, ressaltou o elevado senso de responsabilidade da juíza. “Quatro palavras caracterizam dra. Ana Cristina: eficiência, sensibilidade, atividade e competência. Existem duas fontes permanentes de felicidade, que são o bem feito e o dever cumprido. Vossa excelência sabe que traz consigo essas duas fontes”, disse.
O servidor da Secretaria de Execução e de Pesquisa Patrimonial, Arthur Amorim, expressou sua satisfação em trabalhar com a magistrada em outras gestões. “Humanidade é a palavra que melhor define dra. Ana Cristina. Excelência seria a segunda. Poderia passar o dia todo falando das qualidades da Dra Ana e não seria justo, porque não haveria palavras suficientes para expressar o meu agradecimento, a honra, o prazer e a emoção em ter conhecido, trabalhado e tido uma mestra igual a senhora”.
O advogado Carlos Hidalgo falou representando a classe. “Hoje a advocacia chora e terá muitas saudades de vossa excelência. Nunca tivemos nenhuma reclamação quanto a prerrogativas, ao tratamento ou à cordialidade que a senhora dispensa aos advogados, aos jurisdicionados. Ao contrário, temos elogios constantes à 5ª VT e à dra Ana Cristina, pela forma sensível com que sempre distribuiu justiça”.
Encerrando a sessão, a juíza Ana Cristina Magalhães, muito comovida, agradeceu a todos pelo apoio e carinho ao longo dos anos de atuação. “Mais da metade da minha vida eu passei aqui. A magistratura sempre esteve em primeiro plano na minha vida, uma escolha pela qual não me arrependo, por missão, porque sempre quis fazer justiça. Durante esse 30 anos, eu nunca estive só, eu sempre tive os servidores do meu lado, tudo que nos conseguimos fazer teve o suporte importante deles. Agradeço a confiança que os desembargadores depositaram em mim durante suas administrações e a colaboração dos meus colegas juízes”.
A magistrada ainda falou de sua vocação para a profissão. “Eu amo ser magistrada, me sinto realizada. Na magistratura existe trabalho, dedicação e renúncia e tem que ser assim porque a sociedade pede juízes comprometidos e de coragem. Saio grata e melhor. Eu sou hoje quem sou, porque fui magistrada. Eu tenho a sensibilidade que tenho, porque fui magistrada, eu vejo as pessoas e as dores do mundo com outro olhar, porque exerci a magistratura”, concluiu.







