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10/12/2019 - Tribunais alagoanos autorizam estudos para construção de usinas solares

Eco Rede da Justiça de Alagoas aprovou uma agenda de ações conjuntas para 2020, em reunião no Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), na última quarta-feira (11.12)

CCom com informações da Dicom TJAL

A Eco Rede da Justiça de Alagoas aprovou uma agenda de ações conjuntas para 2020, em reunião no Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), na última quarta-feira (11.12). Entre as iniciativas aprovadas está a continuidade dos estudos para criação de usinas de energia solar para uso dos tribunais. Integram a Eco Rede o TJ/AL, a Justiça Federal, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE/AL) e o Tribunal Regional do Trabalho da 19ª Região (TRT/AL), que foi representado na reunião pela desembargadora Anne Inojosa.

A proposta é que as usinas fotovoltaicas injetem energia na rede de distribuição, e em troca os tribunais recebam crédito para abater em suas contas de luz. Dessa forma, as usinas não precisam ser construídas próximas aos prédios dos tribunais. Elas ficariam em um único local, reduzindo custos de manutenção.

O presidente do TJ/AL, desembargador Tutmés Airan, enfatiza que uma maior preocupação com o ambiente pela sociedade é um caminho sem volta. “Não há outra alternativa para a humanidade. Há uma consciência de que a natureza tem dado sinais de cansaço e é preciso preservá-la”.

O engenheiro Rodrigo Evaristo, do TJ/AL, foi quem apresentou o projeto das usinas para os representantes dos tribunais. Ele estima que o estudo estará pronto em quatro meses. “O estudo técnico vai chegar a números reais de investimento, cotações, e no final dizer qual a melhor alternativa, se vai ser compartilhado ou não, qual a tecnologia que vai ser empregada,  para que realmente a gente traga um benefício para o Tribunal e para a sociedade”, explicou Rodrigo.

Feira agroecológica - Na reunião, também foi assinado termo de cooperação com a Secretaria de Agricultura do Governo de Alagoas (Seagri), que garantirá uma melhor estrutura para a Feira Agrocológica, que já está acontecendo semanalmente na frente da sede do TJ/AL e no Fórum da Capital, no Barro Duro. No TRT/AL a feira acontece bimestralmente desde 2015. O evento – no formato definido no termo de cooperação -  passará a acontecer em outros tribunais.

“Com o envolvimento do executivo, é possível contar com uma infraestrutura básica que vai permitir a continuidade da feira, então nos deu uma tranquilidade. O desafio é aumentar o número de agricultores e a oferta de alimentos”, disse Tutmés Airan.

A Cooperativa de Crédito Sicred Alagoas, cujo diretor Maurílio Ferraz estava presente, também vai colaborar, cedendo uma tenda e custeando a aquisição de equipamentos que vão profissionalizar o beneficiamento da produção dos agricultores.

“A importância da feira é justamente fazer com que os produtos da agricultura familiar tenham escoamento da sua produção. É um pessoal que precisa muito. E ao mesmo tempo está trazendo qualidade de vida para os servidores, alimentos sem agrotóxicos”, destacou Alexandre Caiado, coordenador do Núcleo Socioambiental do TJAL.

Para Gisele Rolemberg, integrante do Núcleo Socioambiental da Justiça Federal, é uma satisfação participar dessas discussões. “São órgãos que têm muita relevância junto à sociedade e estão se unindo para implementar ações que visam não só a racionalização de suas atividades, mas serem responsáveis com o meio ambiente e a sociedade”.

A agenda aprovada contém medidas discutidas em um encontro realizado em setembro. De acordo com Alexandre Caiado, um plano de ação com os itens aprovados hoje será elaborado no início do ano que vem.

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