31/07/2024 - TRT/AL adota Linguagem Simples para ampliar acesso à Justiça
Ato assinado pelo desembargador Marcelo Vieira regulamenta a comunicação de modo a garantir que todos possam compreender as decisões e documentos emitidos pelo Tribunal
O Tribunal Regional do Trabalho da 19ª Região (TRT/AL) deu um passo significativo para tornar o direito mais acessível, ao publicar o Ato nº 133/2024, que institui o uso de linguagem simples em suas comunicações. A medida, alinhada com diversas normativas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), visa facilitar o entendimento das informações judiciais e administrativas por todos os cidadãos.
O ato, assinado pelo presidente do TRT/AL, desembargador Marcelo Vieira, regulamenta a comunicação de modo a garantir que todos – independente do nível de familiaridade com termos jurídicos – possam compreender as decisões e documentos emitidos pelo Tribunal. Isso inclui o uso de Língua Brasileira de Sinais (Libras) e audiodescrição, reforçando o compromisso do TRT/AL com a acessibilidade.
Essa iniciativa surge em resposta a várias diretrizes nacionais, incluindo a Resolução CNJ nº 325/2020, que desafia o Judiciário a melhorar sua relação com a sociedade por meio de uma comunicação eficaz e compreensível. Além disso, a Resolução CNJ nº 395/2021 e a Recomendação CNJ nº 144/2023 enfatizam a importância de uma linguagem clara e acessível, contribuindo para a democratização do acesso à justiça e à informação. No TRT/AL, a desembargadora Eliane Arôxa Ramos Barreto é a gestora do Pacto Nacional do Judiciário pela Linguagem Simples
O desembargador Marcelo Vieira destacou a relevância dessa mudança: "A adoção de linguagem simples é fundamental para que a justiça seja verdadeiramente acessível a todos. Estamos comprometidos em tornar cada comunicação do tribunal compreensível, eliminando barreiras que possam impedir o pleno entendimento e a participação efetiva do público."
Além de ajustar a linguagem dos documentos, o TRT/AL irá promover treinamentos e criar materiais educativos para orientar magistrados, servidores e o público sobre como utilizar e entender a linguagem simples. Estas ações demonstram o esforço contínuo do tribunal em atender as necessidades de uma sociedade diversificada, garantindo que todos tenham acesso equitativo às informações e serviços judiciais.
- PRINCIPAIS PONTOS DA REGULAMENTAÇÃO:
Definição de Linguagem Simples: Linguagem simples é a comunicação clara, objetiva e inclusiva, que deve ser adotada em todos os atos administrativos e judiciais, com recursos de acessibilidade sempre que possível. Objetivos:
- Produzir comunicações claras e acessíveis.
-Garantir que o público compreenda facilmente as informações.
-Promover a transparência e acessibilidade das informações públicas.
-Respeitar a dignidade de todas as pessoas e facilitar a comunicação direta com a sociedade.
Simplificação de Documentos:
-Uso de linguagem direta e simples em documentos e decisões judiciais.
-Evitar jargões, termos técnicos desnecessários e expressões discriminatórias.
-Incluir elementos visuais como infográficos para facilitar a compreensão.
Brevidade nas Comunicações:
-Uso de resumos em votos e brevidade nos pronunciamentos em eventos do Tribunal para evitar formalidades desnecessárias.
Educação e Capacitação:
-Capacitação contínua para magistrados e servidores em linguagem simples.
-Promoção de campanhas educativas sobre a importância da linguagem acessível.
Tecnologia da Informação:
-Desenvolvimento de plataformas e recursos digitais com linguagem clara.
-Uso de áudio e vídeos explicativos para auxiliar na compreensão dos conteúdos jurídicos.
Articulação Interinstitucional:
-Estabelecimento de parcerias para promover a linguagem simples e compartilhar recursos e práticas eficazes.
Implementação e Supervisão:
- A implementação é responsabilidade de todas as unidades do tribunal, com apoio do Laboratório de Inovação e outros setores relevantes.







