22/05/2026 - Ouvidorias realizam roda de conversa sobre violência contra a mulher
Encontro destacou acolhimento às vítimas, fortalecimento das políticas públicas e a atuação integrada da rede de proteção no enfrentamento à violência doméstica
Foi realizada nesta quinta-feira (21/5), no auditório da Escola Judicial (Ejud), a Roda de Conversa “Diálogo pela Vida das Mulheres” sobre violência doméstica e o Programa Integrado de Prevenção e Medidas de Segurança. O evento foi promovido pelas Ouvidorias Regional e da Mulher do Tribunal Regional do Trabalho da 19ª Região (AL), em parceria com a Ejud19, e reuniu magistrados, servidoras, colaboradores terceirizados e representantes de diversas instituições.
A desembargadora Vanda Lustosa, ouvidora da Mulher, conduziu a ação. Na oportunidade, a magistrada destacou a importância do debate coletivo sobre o tema e a necessidade da atuação conjunta entre sociedade e órgãos públicos no enfrentamento desse grave problema.
Já o juiz do trabalho José dos Santos Júnior abordou aspectos da cultura regional relacionados ao comportamento machista, ressaltando a importância do respeito às mulheres. O presidente da Amatra XIX, juiz do trabalho Alonso Filho, destacou a necessidade de mais ações concretas e maior mobilização efetiva. O magistrado ainda apresentou a poesia de sua autoria, intitulada “Respeitar a mulher”.
A juíza da 9ª Vara do Trabalho, Alda Barros, ressaltou que a violência é estrutural e atinge as mulheres de forma acentuada. “A prevenção passa pelas escolas, sendo urgente a adoção de uma política pública direcionada à construção da paz, podendo ser utilizados diversos mecanismos, dentre eles os círculos restaurativos na educação fundamental e no ensino médio. O Judiciário e as casas de acolhimento representam apenas o último recurso acessível às vítimas de violência. Buscar a prevenção desde a tenra idade pode gerar benefícios a longo prazo”, afirmou.
Durante o encontro, a coordenadora da Casa da Mulher Alagoana, Paula Lopes, apresentou a estrutura da casa de apoio e detalhou o funcionamento do acolhimento às mulheres vítimas de violência doméstica. Ela abordou os encaminhamentos realizados dentro da instituição, aspectos práticos relacionados às orientações judiciais, articulação de parcerias, concessão de aluguel social, tempo de permanência e a importância da rede de apoio.
Paula Lopes também explicou sobre o acolhimento dos filhos das vítimas, as ações dos Grupos Reflexivos para Homens e apresentou estatísticas com números de atendimentos, além do perfil das mulheres atendidas e dos agressores. Ao final, solicitou doações de roupas e materiais escolares para auxiliar na manutenção da residência de apoio e mencionou projetos em andamento.
A assistente social Vilna Damasceno alertou para a importância das políticas públicas no enfrentamento à violência. Ela destacou que a eleição de parlamentares passa por uma seleção que deve repercutir diretamente nas ações que impactam na manutenção de vidas. Ressaltou ainda que um parlamento sem qualidade tende a gerar ineficácia nas políticas públicas e nas ações voltadas à proteção das mulheres.
Algumas servidoras também compartilharam vivências relacionadas a casos de violência doméstica e violência processual, contribuindo para o aprofundamento do debate. Entre os presentes estiveram as representantes do Centro de Defesa dos Direitos da Mulher, Marilene Lopes; da Comissão Especial da Mulher/AL, Edamara Araújo e a presidente da Comissão da Mulher da Aatal, Isabela Patriota,







